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Este guia trata da criação de uma rota de transporte público e de seus elementos associados. As informações estão regionalizadas para a Região Metropolitana da Grande Vitória, no estado do Espírito Santo, o que não impede, no entanto, de serem adaptadas para outras regiões, uma vez que o princípio do mapeamento é o mesmo.

O guia abordará as seguintes etapas:

  • A verificação das vias e correções necessárias antes da criação da relação;
    • A inserção dos terminais de ônibus e seus elementos correlatos;
    • A inserção dos pontos de ônibus e suas informações adicionais;
  • A criação de uma relação de transporte público e suas informações adicionais;
    • A quebra e agrupamento de vias e pontos em uma relação de transporte público;
    • Análise do resultado e verificação de erros.


O desenho de terminais de ônibus

Os terminais urbanos de ônibus, espalhados pela Grande Vitória, são os locais centrais que abrigam as linhas alimentadoras, que são linhas que fazem pequenos percursos, geralmente entre os bairros e os terminais, e as linhas troncais, que são linhas que fazem percursos de grande distância, geralmente entre os terminais, conectando as extremidades do sistema e atravessando vários municípios.

Um terminal de ônibus, na maioria das vezes, é composto por uma grande cobertura que abriga os passageiros, plataformas para o embarque e desembarque, vias internas para o tráfego de ônibus, e entradas. Além disso, podemos citar que grande parte destes possuem lojas de conveniência e lanchonetes, além dos banheiros, bebedouros, e a administração.

Terminal de Campo Grande.svg

Para isso, convém que se use as seguintes etiquetas no mapeamento:

amenity=bus_station para o terreno dos terminais, onde se inserem todos os elementos acima;

building=transportation para o edifício principal em si. Na grande maioria das vezes é composto por uma grande cobertura que abriga os demais elementos;

public_transport=platform para a plataforma onde os passageiros aguardam o ônibus, marcada fora da via;

public_transport=stop_position para o local exato na via onde o ônibus para para o embarque ou desembarque;

highway=service em conjunto com psv=yes, foot=no, access=no, maxspeed=*, oneway=*, e surface=* irão definir as características das vias de serviço, que serão geralmente de uso restrito à ônibus, de baixa velocidade, com apenas uma direção, e pavimentadas;

entrance=main para a entrada principal e entrance=yes para as demais. É útil adicionar a etiqueta barrier=turnstile, que indica que ali há uma catraca.

Para as facilidades, pode-se adicionar um ponto com amenity=fast_food para uma lanchonete, e amenity=toilets para um banheiro. As características adicionais podem ser inseridas nas caixas de diálogos de cada item.

Atualmente, a RMGV possui 9 terminais urbanos de integração, estando eles em IBES [1], Itaparica [2], São Torquato [3] e Vila Velha [4], no município de Vila Velha; Campo Grande [5], Itacibá [6] e Jardim América [7], no município de Cariacica; Carapina [8], Jacaraípe [9] e Laranjeiras [10], no município da Serra.

O terminal

Deve-se aqui desenhar o limite do terreno do terminal urbano, adicionando a etiqueta amenity=bus_station ao polígono, juntamente do seu nome em name=*.

Exemplo:

amenity=bus_station
name=Terminal Urbano de Vila Velha
official_name=Terminal Urbano Clementino Barcelos Filho

A edificação

Deve-se desenhar o polígono das edificações e coberturas que compõem um terminal. Caso seja necessário, agrupe os desenhos em um multipolígono para representar as edificações com pátios internos. Aqui usa-se a etiqueta build=transportation no edifício que cobre as plataformas, para indicar que é um edifício relacionado aos meios de transportes. Aos demais edifícios externos, como guaritas ou escritórios, use as etiquetas correspondentes.

Os acessos

Adicione um caminho de pedestres até a entrada do edifício, que geralmente ficará sobre este, ligando-o até a rua mais próxima. Este caminho deverá receber a etiqueta highway=footway.

No ponto onde o caminho se encontra ao edifício, devem estar os portões e as catracas. Neste ponto, adicione a etiqueta entrance=main caso a entrada seja a principal, ou entrance=yes caso seja uma entrada secundária. Adicione também uma etiqueta que indique que ali existe uma catraca, usando barrier=turnstile, foot=yes e bicycle=no.

Exemplo:

entrance=main
barrier=turnstile
foot=yes
bicycle=no

As plataformas

As plataformas, que geralmente são indicadas por um totem ou placa, são os locais que indicam a parada do ônibus. Estes locais nunca ficam posicionados sobre a via, mas sim, ao seu lado. Geralmente em um terminal, as mesmas são identificadas por um número fixo que classifica todas as demais plataformas em ordem crescente. Uma única plataforma pode abrigar apenas uma linha de ônibus, como também pode abrigar várias ao mesmo tempo. Usa-se a etiqueta public_transport=platform e bus=yes para indicar o tipo de transporte. Pode-se adicionar outros atributos opcionais, como o número da plataforma em ref=* ou se ela possui banco em bench=*, além da rede que a plataforma serve em network=*, e o operador do sistema em operator=*.

Exemplo

public_transport=platform
bus=yes
ref=16
bench=yes
network=Troncal
operator=Transcol

Já a posição de parada, identificada pela etiqueta public_transport=stop_position, é determinada por um ponto sobre a via, que indica a posição exata onde o ônibus para para embarque e desembarque dos passageiros. Neste ponto também pode se colocar alguns dos atributos usados anteriormente.

Exemplo

public_transport=platform
bus=yes
ref=16
network=Troncal
operator=Transcol

As vias

As vias conectam as plataformas a uma rua ou avenida externa à área do terminal. Para indicar que elas são de uso restrito, classifique elas como vias de serviço, utilizando a etiqueta highway=service. Também pode-se adicionar a velocidade máxima, que geralmente será de 20km/h, em maxspeed=*, se a via é de mão única ou não, em oneway=* e a sua superfície, geralmente pavimentada, em surface=*. Outras restrições são úteis para identificar que tipo de veículo trafega naquele local, como access=no para indicar que a via é restrita, foot=no para indicar que os pedestres não podem trafegar ali, e psv=yes para indicar que ônibus de transporte público podem passar.

Exemplo

highway=service
oneway=yes
maxspeed=20
surface=paved
access=no
foot=no
psv=yes

Inserindo pontos de ônibus

Pontos de onibus.svg

Pontos de ônibus são locais ao longo de uma via onde um ônibus para. Algumas vezes, existem pontos que recebem apenas algumas linhas, redes ou operadoras, mesmo que várias outras também passem por ele. Esta informação, no entanto, deve ser adicionada logo mais na relação. Geralmente identificados por uma placa, os pontos de ônibus podem ser cobertos com um abrigo e receberem bancos.

É importante notar que o mapeamento destes itens também está conectado ao mapeamento das posições de parada, assim como é indicado anteriormente com as plataformas nos terminais. Logo, o mapeamento de um ponto sempre deve ser feito próximo a via, mas nunca sobre a mesma. O ideal é que se insira o ponto sobre o abrigo ou sobre a placa que o identifique, caso estes estejam visíveis.

A etiqueta utilizada aqui será a highway=bus_stop, podendo ser acrescida de outras informações, como a shelter=*, que indica se o ponto é coberto, e bench=*, que indica se existem bancos no local.

Sobre a via, marca-se um ponto que receberá a etiqueta public_transport=stop_position e bus=yes, indicando o local onde exato o ônibus para na via. Novamente, pode-se adicionar outras características vistas anteriormente, como a rede, a operadora, e o código do ponto de ônibus, que geralmente será estampado na placa. Ao adicionar este ponto, divide-se a via para que a relação fique correta posteriormente.

Trabalhando com relações

Uma relação é um agrupamento de linhas, pontos ou polígonos, que tem características próprias que se aplicam aos objetos que ela agrupa. Na categoria de relações temos, por exemplo, as relações de limites administrativos que agrupam as linhas que cercam um município, ou um conjunto de vias e pontos que define uma restrição de tráfego em um cruzamento, ou agrupa uma rodovia federal sob um único nome e código. No transporte público, uma relação poderá agrupar desde uma única linha, até um sistema inteiro.

O sentido de criar uma relação para uma linha de ônibus é que pode-se utilizar estas informações no banco de dados do OSM para criar uma aplicação que adicione estes dados ao roteamento, assim como é visto em serviços como o Google Maps e o Moovit, mesmo que limitado a poucas cidades. Com estes dados livres no banco de dados abre-se uma grande porta para que outros serviços trabalhem também com o transporte público.

Elementos de uma rota de ônibus

Em uma relação que representa uma linha de ônibus, agrupam-se ordenadamente o ponto inicial de embarque, as vias e os pontos de parada por onde o ônibus passa, até o ponto final de desembarque. Independentemente se o ônibus faz rotas circulares, entre bairros e terminais, ou entre terminais, estes elementos estarão sempre presentes.

É imprescindível que estes elementos estejam agrupados na ordem em que o ônibus se desloca pela cidade. Para exemplo, o itinerário da linha 603 do sistema Transcol, que faz o trajeto Terminal de Itaparica ao Terminal do IBES, ambos em Vila Velha.

No sentido ida,

Terminal de Itaparica
Rodovia Darly Santos
Rua Leila Diniz
Avenida Vitória Régia
Rua Nelson Monteiro
Praça Assis Chateaubriand
Rua Jonas Rebouças
Rua São Luís
Terminal do IBES

No sentido volta,

Terminal do IBES
Rua Godofredo Schneider
Rua São Marcos
Rua São Luís
Rua Jonas Rebouças
Praça Assis Chateaubriand
Rua Nelson Machado
Avenida Vitória Régia
Rua Leila Diniz
Rodovia Darly Santos
Terminal de Itaparica

Tendo esta relação, que poderá ser obtidas em sites governamentais ou manualmente, a partir de um tracklog, pode-se iniciar a criação de uma rota.

Quebras.svg

Agora, deve-se interpretar a informação e compatibiliza-la com o mapa existente, pois muitas vezes esta lista de ruas não cita cruzamentos e junções mais complexas. Por isso, deve-se conhecer um pouco da dinâmica das vias locais para saber por onde a rota irá passar.

Feito esta primeira análise, divide-se as vias que serão necessárias. Toda vez em que a rota passa de uma via para outra, deve-se quebrar as vias neste ponto. Assim, obtêm-se vários segmentos de vias que podem ser adicionados na rota, criando assim um fluxo contínuo.

Ao criar a relação da rota, adicionam-se as seguintes informações:

Tipo de rota ou route: adicione o tipo de rota que estás criando. Neste caso, ônibus ou bus; Nome ou name: é o nome completo da linha de ônibus em questão;

Nome ou name: adicione apenas o nome da linha como é vista nos itinerários e placas de identificação;

Referência ou ref: é o código ou numeração da linha de ônibus em questão;

De ou from: indica o local em que se inicia a rota, seja em um terminal, seja em um bairro. Este dado varia de acordo com o sentido em que se trabalha;

Para ou to: indica o local em que se finaliza a rota, seja em um terminal, seja em um bairro. Este dado varia de acordo com o sentido em que se trabalha;

Via ou from: indica um local de grande relevância por onde a linha passa. Pode ser um terminal intermediário, um bairro, uma via, ou outro ponto de referência;

Operador ou operator: é a empresa ou órgão que gere a linha;

Rede ou network: é a rede em que a linha está inserida. Por exemplo, na Grande Vitória existem a rede Alimentadora e Troncal, além da Municipal, Seletiva, e a BikeGV.

Descrição ou description: é onde você pode colocar alguma informação a mais, como indicar o sentido de ida ou volta a que a rota se refere.


Exemplo 1 [11]

Tipo de Rota: ônibus
Nome: Terminal de Itaparica/Terminal do IBES - via Jardim Colorado
Referência: 603
De: Terminal de Itaparica
Para: Terminal do IBES
Via: Jardim Colorado
Operador: Transcol
Rede: Alimentadora
Descrição: Ida

Exemplo 2 [12]

Tipo de Rota: ônibus
Nome: Terminal de Itaparica/Terminal do IBES - via Jardim Colorado
Referência: 603
De: Terminal do IBES
Para: Terminal de Itaparica
Via: Jardim Colorado
Operador: Transcol
Rede: Alimentadora
Descrição: Volta

Exemplo 3 [13]

Tipo de Rota: ônibus
Nome: Terminal de Itaparica - Circular - via Darly Santos/Avenida Vitória/3ª Ponte
Referência: 557
De: Terminal de Itaparica
Para: Terminal de Itaparica
Via: Rodovia Darly Santos; Avenida Vitória; 3ª Ponte
Operador: Transcol
Rede: Troncal
Descrição: Circular


Preenchidas as informações, agora basta inserir na ordem todos os elementos (pontos de parada e vias) que farão parte desta relação. É importante ressaltar, que por uma questão de organização, pode-se fazer uma relação por sentido, alterando assim os valores em De, Para e Via em cada sentido.


Com o JOSM, esse trabalho poderá ficar mais fácil. Basta seguir as instruções abaixo para finalizar o processo da adição de elementos na relação.

Primeiro, faça o download da parte do mapa onde passa a rota.

  1. Clique no botão Grupo de predefinições Transporte/Transporte Público na barra de tarefas, e escolha a opção Rota de Transporte Público;
  2. Preencha as informações necessárias da rota na janela que se abrirá;
  3. Adicione os novos membros (vias e posições de parada) a relação, sempre na ordem do percurso;
  4. Você pode selecionar em ordem vários elementos ao mesmo tempo e adicioná-los;
  5. Continue adicionando as vias e as posições de parada;
  6. Quando estiver pronto, clique em Aceitar. No setor Relações da barra de encaixe lateral, dê um duplo clique na rota que você acabou de fazer. Agora você pode conferir se está tudo certo, ou abrir a caixa de diálogos e continuar editando.

Quando finalizado, envie os dados para o servidor, e na descrição do changeset, coloque o que você criou, alterou ou deletou, e suas fontes utilizadas.

Em caso de erros, uma janela aparecerá e informará as questões que devem receber atenção. É importante verificar todas os avisos e corrigir os erros, para que não ocorram problemas no banco de dados do OSM, como a exclusão de dados e relações, duplicação de vias e nós, entre outros problemas que podem ocorrer acidentalmente.

Status do mapeamento:

Lista de ônibus: WikiProject_Brazil/ES/Ônibus/Lista