Brazil/RS/Hidrovias

From OpenStreetMap Wiki
Jump to navigation Jump to search


Recomendações

  • Os principais rios navegáveis são oficialmente aquavias apenas em alguns trechos, outros são navegáveis apenas em épocas de cheias, dentro do possível isso deve estar expresso por etiquetas na linha waterway=* do rio
  • O CPRS considera um rio navegável se for navegável por ao menos 90% dos dias do ano
  • Se um curso d'água seca de vez em quando, use seasonal=yes se for relativamente prevísivel (seca quase sempre numa estação climática ou época do ano) ou intermittent=yes se for imprevisível (se depende de chuvas muito variáveis) ou se não houver certeza sobre a previsibilidade; em alguns casos, atualizações na imagem de satélite permitem inferir intermittent=yes
  • Quando indicados em mapas oficiais, bancos de areia permanentemente submersos podem ser mapeados com wetland=reef, e os que descobrem eventualmente podem ser mapeados com wetland=tidalflat; o nível raso restringe fortemente a rota das grandes embarcações na Lagoa dos Patos
  • Em corpos d'água largos, a geometria da rota deve dar preferência ao primeiro elemento disponível na seguinte lista:
    1. Sinalização marítima e dragagens
    2. Mediana geométrica das rotas das grandes embarcações
    3.  Talvegue de rios e percurso direto suave preferencialmente ao longo da área mais profunda do leito de lagos
    4. Linha central do polígono das margens

Para permitir a orientação para navegação aquática, insira onde possível:

  • motorboat=yes: aquavia (hidrovia navegável, segundo fonte oficial)
  • draft=*: calado; determina a viabilidade física para embarcações de diferentes tamanhos
  • boat=*, ship=*: permissão legal (≠ viabilidade física) de circulação de diferentes tipos de barcos; exceto onde houver placas, nenhum rio requer permissão contanto que a embarcação seja registrada; segundo as normas de navegação interior, há restrições à passagem por eclusas de embarcações "miúdas" (geralmente do tamanho de canoe=*)
  • tidal=*: fluxo sob a influência de marés (trecho inicial da lagoa dos Patos)

Região hidrográfica do Guaíba

Região hidrográfica do Litoral

Lagoas

As seguintes lagoas são oficialmente navegáveis, mas não há informações oficiais sobre a navegabilidade por grandes embarcações nos canais que as conectam:

Margens variáveis e bancos intermitentes

A linha que separa a água da terra deve passar pela altura média da maré alta, mas as lagoas são rasas e suas margens podem variar em centenas de metros entre a maré alta e a maré baixa. Algo similar ocorre por exemplo no Mar Frísio (de Den Helder na Holanda até Esbjerg na Dinamarca) e nas proximidades de Nova Orleães e Seattle nos Estados Unidos, e Vancouver no Canadá. Onde a margem variar pouco, não chega a ser necessário representar a variação da maré. Onde variar significativamente, a parte pantanosa que descobre pode ser mapeada com wetland=tidalflat. Isso inclui a maioria das coroas (exemplo) e grandes porções das margens (exemplo, tendência). Os limites administrativos idealmente seguiriam a LPM e a LMEO (detalhes a seguir), mas sem esses dados, o melhor é que sigam a geometria da maré baixa, ou seja, o contorno da área pantanosa mais distante da terra seca, que é mais próximo tanto dessas duas linhas quanto dos limites fornecidos pelo IBGE. Muitas dessas áreas apresentam formações vegetais que podem ser mapeadas com outros valores de wetland=*, sendo wetland=reedbed interessante para representar as áreas de junco indicadas nos mapas da Marinha. Formações vegetais também permitem inferir melhor a extensão da área afetada pela maré, já que não há garantias de que as imagens de satélite capturaram os extremos da variação (boa parte da Lagoa dos Patos é influenciada mais fortemente pelos ventos do que pela maré do oceano Atlântico). Quando a área abaixo do nível da maré alta for a extensão de uma praia (uma planície arenosa inclinada que se estende da terra seca), pode ser mapeada com natural=beach ao invés de wetland=*. A porção úmida da praia, sujeita às marés, pode ser separada da porção seca, e nesse caso a porção úmida recebe tidal=yes. A forma mais prática de identificar esses limites é carregar no JOSM as imagens de satélite do Bing, do ESRI e da DigitalGlobe, definindo a opacidade de cada camada em 33%, 50% e 100% da mais alta para a mais baixa, de modo a obter uma mescla uniforme das três, traçar seguindo essa mescla, e depois revisar cada camada individualmente. Um lugar onde algumas combinações dessas situações ocorrem juntas é a ponta das Desertas em Itapuã, Viamão.

Os limites administrativos dos municípios com corpos d'água são definidos em relação ao nível máximo da água medido em 1831:

  • a 33 metros da Linha do Preamar Média (LPM, a média das marés máximas) onde o nível da água sofre o efeito das marés (mares e lagunas)
  • a 15 metros da Linha Média de Enchentes Ordinárias (LMEO, a média das enchentes máximas) onde o nível da água não sofre o efeito das marés (rios e lagos)

O nível do mar avançou 10 metros desde 1831 e tende a avançar mais com o aquecimento global, afetando os limites dos corpos sob a influência das marés. Na maioria dos pontos da Lagoa dos Patos, os limites legais daquele ano estão hoje mais próximos dos limites da maré baixa do que dos da maré alta. O limite real está sendo levantado pelo Plano Nacional de Caracterização. As últimas publicações do plano indicam que falta concluir a demarcação em vários pontos do litoral e da metade sul da Lagoa dos Patos. Exceto pela data extremamente antiga, esta demarcação de limites é similar à metodologia dos EUA.

Região hidrográfica do Uruguai

Status do mapeamento

Utilizando-se a camada do SNIRH/ANA, foi feita em 2018/2019 uma revisão de todos os waterways que tinham nome e que ainda não tinham geometria no OSM, resultando que os principais cursos d'águas já estão mapeados. A nomenclatura que constava nos waterways já existentes não foi substituída. É preciso fazer uma revisão geral pois existem trechos do mesmo waterway com diferentes nomes.

Referências